quinta-feira, julho 13

Pico!

"otoridade máuxima"

A partir de agora passaremos a contar com a colaboração do cartunista Pico, tentando dar conta de ilustrar os absurdos que o moralismo, a repressão e a desinformação nos proporciona..

Acima, vemos a cena na qual um "criminoso perigosíssimo para a sociedade" é detido!

8 comentários:

Anônimo disse...

ahhahahha é isso aí

Caldeira disse...

UOL - Brasil Online - Cerqueira oferece R$ 5 mil pela captura do capitão sequestra... Página 1 de
ALTA CUPULA DAS POLICIAS DO RJ MACOMUNADAS COM BANQUEIRO DE JOGO DE BICHO ASSASSINO E TRAFICANTE NO INTERIOR DE TERESÓPOLIS
Cerqueira oferece R$ 5 mil pela captura do capitão sequestrador
Secretário de Segurança do Rio pede legislação mais rigorosa
AJB 26/04/97 17h53
do Rio de Janeiro

A cabeça do capitão Thadeu Fraga - mentor do seqüestro seguido de morte de Jéfferson Tricano, 19 anos, filho de Mário Tricano, prefeito de Teresópolis -- vale R$ 5 mil. A recompensa está sendo oferecida a quem indicar o paradeiro do criminoso, através do disque-denúncia (253-1177). O anúncio foi feito hoje pelo Secretário de Segurança, general Newton Cerqueira, durante uma palestra sobre segurança e bailes funks, na Federação de Clubes e Associações do Rio de Janeiro, em São Cristóvão (Zona Norte).
Mostrando-se indignado e sentindo-se traído pela ação altamente criminosa de um capitão da Polícia Militar, o general Newton Cerqueira disse que um caso isolado não deve ser generalizado. “Não podemos confundir esse assassino com toda a corporação. Ele será procurado dentro das leis do país, tendo que responder por três crimes:
seqüestro, assassinato e ocultação de cadáver”, declarou o general, acrescentando que o capitão foragido já não faz mais parte da polícia e que a ordem dada à PM e à polícia Civil é de capturá-lo, dentro ou fora do estado.
O secretário de Segurança ainda criticou a atual legislação brasileira, propondo prisão perpétua aos crimes considerados hediondos e penas dobradas a ações criminosas por parte dos policiais e também contra os mesmos. “A nossa legislação tem que ser atualizada. Temos que colocar prisão perpétua. E, no meu entender, esse capitão teria de ter três vidas para cumprir todas as penas que lhe fazem jus pelo crime hediondo que cometeu.” O general elogiou a ação da Divisão Anti- Seqüestro por ter desvendado o mistério do desaparecimento de Mário Tricano. “O crime foi desvendado pela instituição policial, no cumprimento de sua missão.”
O filho do prefeito de Teresópolis, o secretário de Esporte e Lazer Jefferson Tricano, 19 anos, foi seqüestrado no dia 1° de abril, por volta das 18h30, no caminho entre a sua casa e residência da namorada Kelly, em Teresópolis. O carro do rapaz foi achado no dia seguinte, numa rua deserta de Duque de Caxias (Baixada Fluminense). O corpo de Jefferson foi encontrado por policiais da Divisão Anti-Seqüestro, no fim da noite de quinta-feira, num sítio próximo à Estrada do Rio D’Ouro, em Xerém, Duque de Caxias, em estado de decomposição. Os bandidos haviam pedido R$ 1,5 milhão de resgate. O rapaz foi enforcado e enterrado duas vezes em covas rasas. Segundo Márcio Franco, delegado da DAS, Jefferson foi morto um dia depois de ser seqüestrado.
http://wwwl .folha.uol com.br/fol/geral/ge26042.htm
Dois pesos, duas medidas? Porque não noticiaram que o filho do capitão havia sido morto pela quadrilha do Sr. Mario Tricano antes de o capitão assassinar Jefferson Tricano? Pois justiça não existe neste pais e o capitão resolveu fazer justiça com as próprias mãos. Porque não oferecem recompensa pela captura de Mario Tricano? Porque não foi julgado? E o capitão ja foi expluso? E ASSASSINADO DENTRO DA PENITENCIARIA ONDE CUMPRIA PENA?

O SR. NILTON SALOMÃO (Pela ordem) — Sr. Presidente, ontem, o Tribunal de Justiça do
Estado apreciou o que seria um julgamento — e acabou não sendo — de um crime cometido em
1971 que envolvia o atual prefeito de Teresópolis, Sr. Mário Tricano.
O que aconteceu? Esse crime foi dado como prescrito porque a pessoa foi morta em 1971, mas
o processo só veio a julgamento em 1999, 28 anos depois, ou seja, a pessoa que faleceu e a
sociedade do Estado do Rio de Janeiro foram as únicas vítimas, porque não viram a apuração
de um crime.
Acredito que o próprio prefeito, Sr. Mário Tricano, para o bem do seu nome, deveria querer ver esse crime efetivamente julgado, mas o fato é que a procrastinação ocorreu. Nesse momento, o que esperamos, o que é importante para a sociedade do Rio de Janeiro é que se apure, se identifique e se responsabilize aqueles que seguraram esse processo. Por quê? Porque não podemos deixar continuar essa história de que no Brasil só vai para a cadeia o pobre, o preto e as prostitutas, como diz um amigo meu.
Queremos justiça, nem para um lado nem para o outro. O que deve prevalecer são os fatos, a justiça? Nesse caso, já que a justiça não foi feita à vítima com a condenação ou com a identificação de quem a levou à morte, que, pelo menos a essa altura do campeonato, o Tribunal de Justiça deveria assumir a responsabilidade de identificar e vir a público dizer claramente o nome dos responsáveis que deixaram esse processo engavetado e puni-los. Só assim poderemos vislumbrar o crédito que a Justiça precisa ter.
O Tribunal de Justiça, nesse momento, tem a responsabilidade de resgatar esse crédito porque
é um vergonha um crime ter sido prescrito, após seu processo ter permanecido engavetado por
28 anos.
Isso precisa ser apurado.
O Ministério Público também tem a sua parcela de responsabilidade, que esperamos que assuma, dando uma resposta à população do Estado do Rio de Janeiro.
O procurador-geral de Justiça Muiños Piñeiro abriu processo contra Mário Tricano, prefeito de Teresópolis (Região Serrana do Rio), por ter nomeado o cunhado, Carlos Eugênio, procurador do município, para exercer suas funções enquanto ele viaja pela Europa com a família, conforme denunciou ontem o Jornal do Brasil. (pág. 1)

Não menos brilhante do que seu vice é o comentário do prefeito e bicheiro Farid Abrão David, que ficou surpreso e disse não saber de onde poderia ter partido a motivação para o assassinato. Para traçar possibilidades, poderia o alcaide recorrer a sua própria e vasta experiência de vida. Afinal, diz o inquérito que, a mando da família Abrão, o atual prefeito de Teresópolis e ex-PM Mário Tricano cometeu um homicídio, em 1971, na cidade vizinha de São João de Meriti - o que também o incluiu em minha matéria, embora os mais de 25 anos de processo o tenham excluído da acusação, já que judicialmente, o crime prescrevera
Sexta-feira, Novembro 07, 2003
JOÃO PEQUENO



GLOBO ONLINE | PLANTãO | 29/09/2004

Ex-PM do caso Tricano é morto em presídio
O Globo
Jornal da Globo

RIO - O ex-capitão da PM Thadeu Fraga foi morto com três tiros na noite desta terça-feira dentro do presídio Pedrolino de Oliveira, no Complexo da Frei Caneca, onde cumpria pena de 30 anos pelo seqüestro seguido de morte do filho do prefeito de Teresópolis, Mário Tricano, em 1997. Ele morto por outro preso, ainda não identificado, quando fazia ginástica. Policiais da 6ª DP (Cidade Nova) investigam o caso. O presídio é ocupado apenas por ex-policiais condenados pela Justiça.

O corpo do filho de Jefferson Tricano, de 19 anos, foi encontrado em abril de 1997, já em decomposição, por policiais da Divisão Anti-Seqüestro, numa cova rasa em um sítio em Xerém. Jefferson era secretário de Esporte e Lazer de Teresópolis. Ele tinha uma corda no pescoço e foi enterrado com a mesma roupa que usava no dia do seqüestro.

Virou fumaça
O Ministério Público federal abriu processo contra o prefeito de Teresópolis, Mário Tricano, e a ex-secretária de Obras do município, Márcia Fonseca. São acusados de fraude, por desviar verba do Governo federal destinada à construção de 168 casas populares para vítimas de uma enchente.
Prefeito de Teresópolis multado em 3 mil UFIR
O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro multou o prefeito Mário Tricano em 3 mil vezes o valor da UFIR, por ter efetuado o pagamento de despesas da anuidade do Conselho Regional de Contabilidade dos servidores sem amparo legal, através do Regime de Adiantamento, entre outras irregularidades verificadas em inspeção ordinária referente ao período entre maio de 1999 e abril de 2000. O Plenário decidiu também pela comunicação ao prefeito para que cesse o pagamento da anuidade do Conselho.
Um culpado
Enquanto os deslizamentos aterrorizam Teresópolis, alguém deveria investigar a responsabilidade do prefeito Mário Tricano na ocupação irregular das encostas da cidade. Em Jacarandá, uma das áreas atingidas, ele distribuiu "autorizações pessoais" para a construção de barracos em encostas, retribuindo votos de sua eleição. Muitos estão ruindo.
RICARDO BOECHAT
Teresópolis, 22 de julho de 2006.


RELATO DE FATOS E OCORRÊNCIAS E PEDIDO DE TOMADA DE PROVIDÊNCIAS


Prezado (a) Sr. (a) Dr.(a)


MARCIA VASCONCELLOS DE LIMA E SILVA, brasileira, amasiada, psicóloga, id. 25761/05 CRP, e LUPÉRCIO LOZALDA CALDEIRA, brasileiro, amasiado, vendedor autônomo (Empresário), id. 07437526-2, CPF 005910087-77, residentes à Vila Agriões de Dentro, lote 08, Boa Fé, Teresópolis, Nesta,

Na qualidade de cidadãos brasileiros, vêm expor, através da presente, diversos fatos e ocorrências desagradáveis a partir dos quais esperam serem tomadas as medidas cabíveis.

É com imenso pesar, medo, revolta e uma diversidade de sentimentos misturados, que estamos expondo o relato a seguir.

1- Fugindo do aumento absurdo da violência do Rio de Janeiro (Doc. 1 em anexo), na expectativa de uma vida mais saudável, tranqüila, profícua e o mais longe possível de todo e qualquer tipo de banditismo, corrupção, prostituição, degradação, etc., para nós e nossos animais, optamos, dentre tantos lugares e possibilidades, pela cidade de Teresópolis e nos mudamos para cá em Junho de 2004. Inicialmente, alugamos uma casa no Condomínio Comary, Gleba VI-A, Granja da CBF e lá desfrutamos de bons momentos no aconchego de nosso lar e inesperados e tumultuados momentos no que se refere tanto à própria localização e trânsito de visitantes aos sábados, domingos e feriados quanto aos agitos inoportunos do Clube Comary o qual destaca-se o Terê Fantasy (a festa do estasi) que com música tecno altíssima nos impediu de dormir em Agosto ou Setembro de 2004, já que o baile começa às 23h e só termina às 7h da manhã. Assim sendo, sempre coerentes com os nossos interesses e o que buscamos atualmente da vida, tanto a nível individual como enquanto casados, resolvemos nos mudar de lá para a área rural, mais condizente com a realização de nossos objetivos acima relatados e local mais adequado para a total reabilitação, desintoxicação, tratamento e cura da dependência química (cannabis) de meu marido.
2- Por conta de burocracias e exigências questionáveis do Detran referentes à documentação, perdi (Marcia falando) a vistoria de 2004 em que regularizaria e atualizaria o endereço de Copacabana/RJ (onde residia anteriormente) para Teresópolis (com pedido de troca de município, mudança de placa, etc.). Foi-me dito ao telefone em Janeiro de 2005, que poderia fazer o licenciamento anual de 2005 assim que quitasse o IPVA deste exercício bem como as demais alterações necessárias, não sendo necessário proceder à duas vistorias. Desta feita, cumprindo a tabela do próprio órgão divulgada na imprensa, marquei e realizei, parcialmente, a vistoria em Maio do corrente ano (vide doc. anexo) e o carro encontrava-se irregular na ocasião da ocorrência do fato (agora entramos com recursos de suspensão de multas junto ao Detran e já estamos resolvendo esta situação pendente – docs. em anexo).
3- Na sexta-feira, dia 16 de Dezembro de 2005 por volta das 17h estávamos voltando para casa após trabalho no centro da cidade e, como de costume, passamos pelo km 4,5 da Estrada Teresópolis-Friburgo (RJ 130) onde existe uma cabine da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro – Batalhão de Polícia Rodoviária, à qual já é negativamente bastante conhecida da área por todas as pessoas que têm a infelicidade de ter que passar por ali todos os dias (moradores, funcionários, trabalhadores, taxistas, etc.).
A este propósito, com relação à conduta e má-fama dos policiais que ali trabalham e que são conhecidos e falados em toda a cidade (o que é deprimente e uma desmoralização para a própria polícia militar), não são poucas as pessoas que preferem passar por uma estradinha de chão paralela a fim de “fugirem” daqueles, independentemente de serem cidadãos de bem ou não, estarem ou não legalizados. O fato que isto por si só comprova é que o que deveria existir para deixar os cidadãos mais tranqüilos e seguros (finalidade e objetivo maior de todo e qualquer patrulhamento, seja militar, civil, rodoviário, municipal, estadual, federal, etc.), acaba por deixar a todos tensos, nervosos, agindo como fugitivos, marginais ou criminosos. Um verdadeiro absurdo e reversão de todos os valores! Isto não acontece apenas aqui. Infelizmente é a realidade de nosso país no que tange à chamada “segurança” pública, que tem gerado uma insegurança cada vez maior.
Voltando ao assunto em pauta, desde que nos mudamos para esta região rural em Setembro do corrente ano, fizemos questão de cumprimentarmos e nos identificarmos perante todos os policias daquela cabine como novos moradores chegando, inclusive, a pedir o telefone deles em caso de emergência.
No início do mês de Dezembro, há umas duas semanas atrás, notamos que ao passarmos pela cabine supra citada e após havermos cumprimentado os policiais de plantão (não nos lembramos ao certo quais eram ou se seriam os mesmos), Lupércio ficou intrigado, pois viu pelo retrovisor que anotavam a placa do carro. Ora, será que fizeram um levantamento/investigação de nossas vidas antes de efetuarem a abordagem? Justamente próximo às festividades de final de ano e após já nos conhecerem de vista há três meses? Com que finalidade? Tal procedimento não compete à Polícia Civil? Ao sermos parados e após algumas grosserias do soldado Fernando (favor ler adiante o relato), o mesmo na hora da revista foi direto na carteira de cigarros na qual costumava haver cigarros de cannabis e na pochete de Lupércio, deixando de revistar o porta-luvas (somente mais tarde deu prosseguimento à revista do carro com Marcia). Terá sido coincidência ou eficiência, “faro” para a coisa?
Na tarde e horário então acima mencionados o fato é que os policiais de plantão naquele dia estavam realizando uma “blitz” e mandaram parar nosso carro. Operação de rotina, segundo eles. OK. Apesar do carro encontrar-se irregular e o Lupércio ainda estar em tratamento para o vício da maconha e, portanto, estar com dois cigarros no maço, nos recusamos a ter que passar que pela estradinha de chão citada, pois pagamos nossos impostos, contas, nos responsabilizamos por nossos atos e não temos que ficar “fugindo” por aí agindo como aquilo que não somos.
Assim sendo, Marcia ficou do lado de fora do carro conversando e sendo acalmada por um dos policias enquanto Lupércio acompanhava a revista dentro do carro com outro policial (o que fez a abordagem do carro). Lupércio prontamente informou ser usuário e dependente químico e mostrou no maço de cigarros os dois cigarros de “cannabis”. Perguntaram-lhe se havia mais. Lupércio não se lembrava de que carregava uma pequena quantidade de maconha em um potinho dentro de sua pochete e quando aquele policial achou, disse ao Lupércio que “iria esculachar”. Que linguajar de baixo escalão e marginal foi esse? Foi aí o início da tortura psicológica.
Lupércio foi convidado a subir na cabine enquanto Marcia passou a acompanhar o tal policial no restante da revista. No porta-luvas do carro o policial encontrou uma faca no coldre preto com fecho que transportamos, pois moramos em área rural, saímos muito de carro para passear na natureza e já nos deparamos com uma cobra numa dessas saídas. Afora que gostamos de saltar do carro e interagir com a natureza percorrendo trilhas e entrando na mata. Já nos falaram, inclusive, que o ideal nesses casos seria uma peixeira, mas aquela faquinha já nos ajuda para esses tipos de situação. E convenhamos: por que será que quando do referendo pelo desarmamento realizado em Outubro último a maioria da população votou contra a proibição de armas? Por que se sente segura?
Na cabine, o Lupércio contou ao policial seu passado de drogadicção e sua história de vida explicando-lhe sua situação de vida atual (vide doc. em anexo). Sabia dos procedimentos de praxe, de sua necessidade de comparecer à delegacia e, posteriormente, à Juízo, etc. Pediu que se fizesse logo o procedimento a fim de que fôssemos liberados de uma vez, pois estávamos cansados e só queríamos voltar para casa.
Conversou com o sargento enquanto os outros dois policiais faziam levantamento de sua “ficha” (desnecessário, pois tivemos que esperar na delegacia fazerem o levantamento da ficha outra vez; burocracias questionáveis - Pergunta leiga, à propósito: esse tipo de levantamento compete à PM ou seria área de atuação da Civil?). Diziam, ainda, terem que esperar a patrulha da polícia para nos levarem à delegacia. Porque não havia uma patrulha já parada por lá para qualquer tipo de necessidade como esta, à disposição para que se resolvesse a situação de imediato? Afinal, só saímos da cabine para a delegacia por volta das 18:40 h em nosso carro, pois já não agüentávamos mais esperar o carro da polícia que não chegava. Estava onde, fazendo o quê?
Por conta disso, tivemos que, da delegacia, voltarmos para a cabine de polícia a fim de esperarmos mais uns 50 minutos até o cumprimento de toda a formalidade de apreensão do veículo – o que se houvesse a patrulha da polícia à disposição no momento da blitz, já poderia ter sido feito antes de irmos para a delegacia, não precisando a partir de lá continuarmos “reféns” dos policiais militares.
Outra coisa: a situação do carro, seu documento, etc., não haviam sido pedidos até as 18h e foi a Marcia, inclusive, que perguntou se não queriam os seus documentos e/ou os do carro. Os policiais pareciam tão interessados em vasculhar a vida de Lupércio e dar inúmeros telefonemas que se esqueceram, talvez, de cumprirem os procedimentos de praxe.
Duas observações: 1) mesmo sabendo que a documentação do carro estava irregular, Marcia não escondeu isso e até mesmo ofereceu mostrar a mesma (agindo sempre como de habitual em seu caráter e educação, de boa-fé e com honestidade, assumindo a consequência dos seus atos: o que aprendeu tanto com o exemplo de seu falecido pai (magistrado do TJ-RJ), sua falecida mãe (advogada) e seu padrinho (desembargador aposentado do TJ-RJ), afora todo o conhecimento e estudo em Psicologia e Psicanálise que lhe deram, tudo isso, subsídios suficientes para o desenvolvimento de personalidade estável, sadia, forte e correta que não aceita mentiras, farsas, erros, distorções ou corrupção). 2) E se a Marcia fosse uma criminosa? Por que não se interessaram pelos documentos dela? Ora, o que deve ser feito, tem que ser feito direito.
Por que a demora toda na realização de um procedimento simples de rotina? Ficamos e nos sentimos seqüestrados próximos a nossa casa de 17 às 23:30h (horário em que, finalmente, conseguimos chegar em casa). Os policiais nos liberaram por volta das 22h e tivemos que, embaixo de um temporal, andarmos 1,5 KM da cabine até um restaurante a fim de pedirmos um táxi e esperarmos a chegada do mesmo. Salienta-se, novamente, que se houvesse de pronto uma patrulha da PM durante a blitz isso poderia (e deveria) ter sido evitado. Nos sentimos “cozinhados em banho-maria” o quanto puderam.
Marcia pediu, implorou, chorou para que se resolvesse logo a situação, estava aflita e nervosa com aquele constrangimento, etc. Foi quando um dos policiais comentou com ela, ainda na cabine à espera de uma patrulha que só apareceria as 20:40 h na delegacia, que “se o seu marido soubesse conversar com o sargento, poderiam resolver tudo ali mesmo...”. Inocentemente, Marcia disse que ela sabia conversar (até por ser sua profissão) e pediu, humilhada, ao sargento que fôssemos logo para a delegacia, mas liberassem o carro, pois moramos em área rural, só dispomos de um veículo e o próprio sargento ao verificar na internet a situação do carro comentou tratarem-se de multas muito estranhas (mesmo trecho, local, enquadramento, uma por mês, etc.). Então, esse mesmo sargento, disse que tudo bem. Quando voltássemos da delegacia liberaria o carro. Coisa que já ao irmos para a delegacia no nosso carro, foi-nos dito por um dos soldados não mais aconteceria. Ou seja: o sargento especificamente neste ponto errou duplamente: 1) não deveria ter prometido algo ilegal; sua obrigação era apreender o veículo mesmo; 2) uma vez prometido, deveria ter honrado/cumprido sua promessa. Mas agiu de má-fé, enganando, mentindo, ludibriando.
O que Marcia não sabia naquele momento, era que a tal conversa que o policial mencionou acima se tratava de extorsão que, por não ter ocorrido, pois nos recusamos a compactuar com esse tipo de procedimento, nos deixou submetidos a toda esta situação extremamente constrangedora e que, pelo fato de sermos moradores e termos que passar sempre pelo local, nos sentimos muito mal só em pensarmos termos que ficar à mercê de olhar para aqueles policiais, traumatizados e desconfiados que estamos, bem como, agora nos sentirmos motivo de mais e mais acharques, piadinhas, terror psicológico, tortura emocional ou coisas até mesmo piores que pensamos serem possíveis, pois tudo o que “não presta” é passível de ocorrer entre seres ditos humanos.
O que ocorre é que ninguém por aqui está gostando de nossa presença, pois não somos como os outros que pagam o que podem para não serem importunados, ou mesmo dão caixinhas de cerveja toda a semana para poderem trabalhar sem tensão, e outras aberrações referentes á essa cabine de polícia (já nos haviam falado anteriormente e conhecemos várias pessoas de diversas classes sociais que poderiam servir de testemunhas caso fosse necessário), e o fato é que, uma vez sabendo do passado de meu marido e de sua dependência química que não esta presente no momento, podem a qualquer momento em uma revista “plantarem” algo inexistente a fim de que ele seja incriminado por algo que não cometeu. Afinal, o tal do policial comunicante (Fernando Silva do Nascimento RG 7002 PMERJ), que foi o que disse que iria esculachar no carro, ainda ficou na delegacia com um papo “torto” de artigo 12, federal, etc. O que é isso? Onde nós estamos? O que ele estava sugerindo? Intimidação?

4- Na delegacia 110ª. DP de Teresópolis, também fomos desconsiderados e mal-tratados pelos plantonistas que lá estavam que, por motivos diferentes, foram extremamente indelicados, desrespeitosos, sarcásticos, fizeram uso indevido e abusivo de seu poder/autoridade (o que constitui crime), ameaçaram com colocações impertinentes, contraditórias, desnecessárias e que nada tinham a ver com o caso em questão, etc. Afinal de contas, onde já se viu:

• Antes de conversarmos com o Dr. Wilson, entrar na sala um policial afirmando num primeiro momento que a reincidência no Art. 16 pela segunda vez constituía conivência com o tráfico; depois, disse que da terceira vez que isso ocorria era conivência com o tráfico. Segunda ou terceira vez? Que contradição é essa? Este mesmo policial, logo após ser confrontado por Marcia a respeito dessa contradição, falou exatamente assim: “Vocês acompanharam o caso Belo?” O que estava sugerindo? Isto é ameaça improcedente com a situação. Uma coisa é tráfico de drogas, o que foi o caso com aquele cantor; outra coisa é consumo de droga por dependência química e doença, o que é o caso em pauta.
• Depois que conversamos com o Dr. Wilson e o mesmo saiu por alguns instantes da sala, entra uma outra pessoa e senta-se numa cadeira. Marcia educadamente perguntou a ele seu nome ao qual ele respondeu com outra pergunta, em tom de voz aumentado e agressivo: “por que quer saber?” Ora, a Marcia, como cidadã e pagadora de seus impostos, cumpridora de suas obrigações, tem pleno direito de saber os nomes de seus funcionários. Este mesmo policial se exaltou completamente e começou a dar “chilique”, vindo em cima de Lupércio e criando uma situação complicadora e desnecessária que o Inspetor Dr. Wilson por já conhecer o colega que tem, nem levou em consideração este fato.
• Após este desagradável incidente, também entra na sala outro policial que ao ouvir nossos comentários de que levaríamos o caso á Corregedoria, disse que não adiantaria, pois as corregedorias são nossas e o Lupércio estava em erro. Questiono como psicóloga: desde quando vício é erro? Poderia ser até considerado fraqueza há alguns séculos atrás como o álcool era visto (sinal de fraqueza), mas nunca como erro. Atualmente, então, temos toda uma política de redução de danos e outras medidas legalmente adotadas e multidisciplinarmente colocadas em jogo no que tange ao cuidado, tratamento, cura e reabilitação de dependentes químicos. Seria a mesma coisa se eu perguntasse a este senhor especificamente, se ele já teve ou tem algum familiar doente e eu dissesse que não se trata de doença, mas sim de erro.
• Ainda após tudo isso, foram obrigados a ficar lá embaixo aguardando quase duas horas para efetuarem o registro de ocorrência (delegacia totalmente vazia, o que não justifica a demora) e tiveram que ouvir gracinhas indiretas e diretas referentes á maconha e outras pornografias. O escrivão ou escrevente, por exemplo, comentou algo do tipo: “que cheiro forte de maconha, cannabis; isto aqui está fedendo; vamos acender um incenso”; depois sugeriu ao Lupércio que parasse logo com aquilo e ficasse só usando álcool (vide anexo comparativo entre algumas drogas) induzindo ao uso de outra droga só porque lícita, isto é totalmente errado; depois perguntou para um colega que estava no computador a respeito de já ter ouvido falar que o consumo de maconha dá sonolência e deixa impotente. Ora, eu me recuso a ter que ouvir esse tipo de comentário. Isso é um absurdo! Total falta de respeito. É contra os direitos humanos.
• Outra coisa: este mesmo escrivão ou escrevente, ao ser-lhe dito o endereço residencial, a Marcia comentou que teria que anotar outro endereço (o comercial) para que fosse encaminhada a intimação de Lupércio. Neste momento, ele disse que não era necessário, pois uma patrulha viria apanhá-lo (intimidação, terror psicológico). Mais tarde, ao preparar o termo de compromisso para o Lupércio assinar, pediu o endereço comercial (???). Inicialmente ainda disse que não precisava de advogado, bastava comparecer na frente da promotoria ou juiz, etc., (aliás, sempre informaram que não era necessário um advogado, que isto era simples de resolver). Depois, ao entregar o RO ou o termo de compromisso para o Lupércio assinar, mostrou em algum lugar do papel que poderia levar um advogado se quisesse. Ora, que é que é isso?
• Um dos policiais começou a comentar com a Marcia a respeito de sua profissão dizendo que as amigas psicólogas que possui são “maluquinhas”, meio desajustadas. E quem lhe deu o direito de fazer esse tipo de comentário? Esse mesmo policial estava defronte da Internet e começou a colocar sons de pornografia. Ora, onde nós estamos?
• Antes de sairmos da delegacia, o tal do escrevente ainda citou a irmã de Lupércio, Cirlei Caldeira, afirmando que a mesma estava foragida e procurada por um 121. Se isso é verdade, o que o Lupércio tem a ver com a vida de uma irmã que mal conheceu? E mesmo que tivesse sido criado junto, cada um com seu “cada um”.
• GRAVÍSSIMO: Não mencionaram no RO 004399 / 0110 / 05 a apreensão da faca de pesca no coldre preto citado na pág. 3 (três) deste relatório. O fato é que esta faca chegou à delegacia juntamente com a substância tendo sido entregues pelo PM aos policiais da civil, e ambas foram acondicionadas em um saco plástico e estavam em cima da mesa do escrivão / escrevente até a nossa saída da delegacia. Por que a faca (que possui tanto as digitais de Lupércio quanto as de Marcia) sumiu? Com que intenção? O que pretendem fazer com ela e as nossas digitais que nela se encontram? Apesar de não sermos investigadores, não é necessário sugerir nada, não é?
• IMPORTANTE: obviamente que ninguém por aqui vai gostar de ter que dar explicações sobre o que está acontecendo nesta cidade. Portanto, como já foi dito, o Lupércio tinha uma dependência química de uma droga ilícita e está em tratamento já praticamente totalmente reabilitado. Aliás, desde a apreensão não usou mais a substância (até por que aquela quantidade irrisória encontrada no pote seria para o restante do mês e fim de sua dependência). Como já não tem mais, acabou comprando em uma tabacaria fumo de palha (droga lícita) para ajudá-lo no processo de desintoxicação e abstinência. Ou seja: que ninguém tente “plantar” nada nem em nosso carro, nem em nossa casa, nem no consultório ou em nenhum lugar, pois da mesma forma como o Lupércio confessou de pronto ser dele a referida substância, já ficou provado e claro que assume o que é seu (até por sua educação de ex-militar tendo sido agregado durante um ano no CEFAM-Penha) e sabemos que:

“Um dos enredos mais recorrentes nas histórias sobre abuso de poder envolvendo tóxicos é aquele consistente na ‘batida policial’ em que o agente público, ao examinar o carro, sorrateiramente, ‘planta’ droga. Por uma série de fatores disfuncionais cuja análise refoge ao escopo deste trabalho, esta prática seria levada a cabo ou com fim de prejudicar alguém adredemente escolhido (por exemplo, por vingança) ou cavar uma situação para o acharque” (Mohamad Ale Hasan Mahmoud. Advogado e Mestre em Direito Penal pela USP, In: Drogas: aspectos penais e criminológicos, Editora Forense, RJ, 2005 – grifos nossos).


Enfim, o fato de meu marido ter sido apreendido com quantidade irrisória de droga considerada ilícita (questionável; vide anexo comparativo) para consumo próprio e a mencionada por nós e “sumida” faca na delegacia e o meu carro estar irregular, não faz com que nenhum policial ou quem quer que seja tenha o direito de nos tratar como marginais, criminosos ou algo no gênero. Que se fizesse o que deveria ser feito (apreensão do veículo e RO), encaminha-se a situação a quem direito a fim de que se regularizasse tudo e ponto final. Cinco horas para resolver essa situação?

Por acaso os policiais são pessoas totalmente retas e confiáveis, acima do bem e do mal? Não é o que consta nos jornais, infelizmente (vide anexos).

Devido a tudo acima relatado e aproveitando a citação abaixo, pedimos proteção de cidadão junto às Corregedorias Civil, Militar e Federal bem como ao Ministério Público, MOV-RIO (Disque-Denúnica), Movimento Basta entre outros.

Aproveitamos o ensejo para relatarmos que o Ciretran / Detran aqui de Teresópolis nos informou na última segunda-feira, dia 19/12/05, já ter acontecido de os policiais exigirem de outro motorista com carro apreendido o pagamento das multas que estavam em recurso para liberação do veículo, apesar do ofício emitido pelo Detran. Ora, isto é um contra-senso. O pagamento de multas com recursos invalida os mesmos, pois pressupõe a anuência com as referidas infrações. Estamos com toda a documentação exigida pela PMERJ (vide anexo), exceto o comprovante de pagamento de multas (temos, em troca, o comprovante de solicitação de cancelamento de multas) e esperamos que liberem nosso veículo prontamente quando formos retirá-lo de lá na próxima segunda-feira, dia 26/12/05.

Enfim, esperamos com este relato, serem tomadas as devidas providências, agradecemos e colocamo-nos à disposição para maiores esclarecimentos ou o que for necessário aguardando, inclusive, que entrem em contato conosco o mais breve possível, a fim de marcarmos uma entrevista/audiência pessoal, e ou acareação.

Ressalte-se que, dada a gravidade do assunto e visando nossa segurança física e bem-estar emocional/espiritual, estamos encaminhando este mesmo documento para diversas autoridades, órgãos e Juízos competentes, bem como a Secretaria de Direitos Humanos e do Cidadão, a Prefeitura de Teresópolis e o Governo do Estado do Rio de Janeiro, e todos os nossos amigos via internet e/ou sedex. Caso venha a acontecer algo conosco, todos já saberão do que se trata e poderão agir com indicativos seguros.

Atenciosamente,

________________________________
Lupércio Lozalda Caldeira

________________________________
Marcia Vasconcellos de Lima e Silva

Vitor R R Gomes disse...

Vocês esquecem é que se existem traficantes é porque existem consumidores, logo os patrocinadores do tráfico, são os usuários e dependentes de drogas. O que ocasionará o aumento dos índices de crimes de forma geral, pois o tráfico proporcionará aumento de sequestros mediante extorsão, assaltos a bancos, comércios, compras de armas de fogo para combater as polícias. Exemplo concreto disso é vêr a realidade que se encontra em grande capitais como por exemplo São Paulo e Rio de Janeiro. Então meus caros amigos, não me venha com essa ladainha que usuário/dependente de drogas é apenas um inocente, doente, precisando de ajuda médica, que os traficantes estão soltando fogos e comemorando a legalização das drogas neste país. É lamentável vêr a postura de pessoas que não sabem como funciona as coisas na prática, no cotidiano, fazerem comentários positivos sobre essa nova lei, que é uma aberração para a sociedade, para os cidadãos de bem.Os traficantes vão triplicar seus lucros, a figura do avião ou joquei, como queiram, irá poder trabalhar sem ser mais incomodado pela polícia, ou melhor, será encaminhado para tratamento, desculpe. Enquanto seus negócios continuam a crescer e as pessoas de bem, ficando cada vez mais a mercê desses marginais. Que Deus possa nos proteger agora.

Rafael Gil disse...

obs: teclado sem acentos..


Vitor, "os traficantes" [ou seja, pessoas que vendem drogas tornadas ilicitas, portanto em um mercado ilegal] somente existem porque existe uma lei que proibiu o comercio. Esta lei surgiu em varios paises arbitrariamente, se propondo a acabar com a demanda do uso de drogas. E a demanda do uso de drogas, por sua vez, assim como a figura do consumidor de psicoativos, existe ha milenios nas mais variadas culturas e sociedades. Parece uma estupidez sem tamanhos ignorar uma pratica social constituinte da nossa historia e que perdura ate hoje, seja com drogas ilicitas, licitas, farmacos, medicamentos fitoterapicos, temperos, chas, unguentos, etc. Nao existe uma separacao entre uma coisa e outra, sao substancias quimicas que cada cultura atribui uma caracteristica, e seus individuos assim constroem relacoes com estas substancias quimicas. Nao existe diferenca entre o ato de tomar cafe preto pra ficar acordado ou de fumar maconha pra ficar chapado. A construcao de expectativa permanece a mesma entre usuario e substancia psicoativa, e ainda assim, existem pessoas que gostam de maconha e cafe, enquanto que outras detestam as duas coisas ou preferem somente uma..

O problema com a lei de proibicao do comercio e de criminalizacao do uso de drogas tem uma explicacao muito simples: ela nao somente falhou como tambem ajudou a piorar a situacao em todos os aspectos. Os usos de drogas em ultima instancia constituem um ato reflexivo, nao existe como uma lei proibir, de fato, o que as pessoas fazem com o proprio corpo. Se os usos de drogas hoje em dia sao considerados como "prejudiciais a terceiros", isso se da pelo fato de que algumas drogas foram proibidas, e a lei impossibilitou que seus usuarios existissem sem terem que agir como criminosos, entrando em ambientes de conflito.

Apos a proibicao, nao somente a demanda e o proprio comercio progrediram, como progrediram sob uma logica clandestina, fomentando contextos de violencia na periferia - local alias onde os grandes traficantes (lavadores de dinheiro, latifundiarios, entre outras "pessoas de bem") nao se fazem presentes, nao sao presos e nao morrem de bala. Os pequenos trabalhadores da empresa do trafico continuarao sendo presos e mortos, e todos os traficantes de verdade sao os que estao do lado da proibicao.

Tente ver a origem desta violencia toda que voce atribui as drogas, e enxergara que, ao ser favoravel com a proibicao, voce tambem se torna favoravel ao conflito, a desinformacao sobre o uso, a fomentacao de dinheiro ao crime organizado e principalmente a todos os casos cotidianos de morte na guerra as drogas (jovens vendedores de drogas, "falcoes", moradores da periferia em geral, policiais etc).

Abracos

furds disse...

se for levar em consideraçao á "vida" sou a favor da legalizaçao, mas de outro caso: fico com meu pé em casa :)

Lupércio Caldeira disse...

O JOGO DO BICHO É TÃO PREJUDICIAL QUANTO AS DROGAS ILÍCITAS, POIS TAMBÉM TRAZ DEPENDENCIA E DESTROI AS FAMILIAS, PORÉM O QUE SE VÊ SÃO POLICIAIS, MAGISTRADOS E DEMAIS VAGABUNDOS QUE PROTEGEM E TRABALHAM PARA BANQUEIROS ASSASSINOS DO JOGO DO BICHO EM SUAS QUADRILHAS, PERGUNTO EU QUAL É O CRITÉRIO ADOTADO???
SEM FALAR NO ALCOOL VENDIDO ATÉ MESMO PARA MENORES DE IDADE INDISCRIMINADAMENTE, TRAZENDO DEPENDECIA E LEVANDO AO VÍCIO.

OBS. POR ONDE PASSA COMPONENTES ELETRONICOS CONTRABANDEADOS PASSA TAMBÉM DROGAS, ARMAS E DEMAIS CONTRABANDOS , MUITAS DAS VEZES COM "AUTORIDADES" CONIVENTES.

BANDIDO BOM É BANDIDO MORTO, SEJA ELE QUEM FOR!!!

princípio ativo disse...

Lupércio:

Todos estes males que você atribui ao jogo do bicho dialogam também com as redes organizadas em torno da ilegalidade das drogas. Estes são danos sociais. O tráfico de armas, por exemplo, é em boa parte fomentado pela ilicitude do comércio de drogas. Esses danos, não têm nada a ver com possíveis danos físicos causados pelo uso ou abuso de drogas. Danos sociais devem ser extintos através de políticas. Quanto aos danos das drogas, bem, devemos ter uma rede assistencial para tratar disso, bem como um sistema de informação mais adequado, mais eficaz do que este que já existe [do diga não às drogas].

No caso, como a ilegalidade por sí só já traz uma violência estrutural e não ajuda em nada a resolver as questões que todos nós observamos, devemos discutir novas políticas de drogas, não-repressivas, e pautadas através da área da Saúde, e não da área da Segurança.

Abs,

Anônimo disse...

ESSA MORTE FOI UMA VINGANÇA QUE O SR MARIO TRICANO FEZ NO PASSADO, EU ACHO UMA VERGONHA PQ NÃO FIZERAM ISSO COM ELE????

AGORA ELE É SANTINHO EVANGÉLICO!!!!!!!!!!!!!